O Zen Budismo

Sutra da Flor de Lótus da Lei Maravilhosa (verso XIII)
  • Quarta-feira, 22 de Novembro de 2017

SUTRA DA FLÔR DE LÓTUS DA LEI MARAVILHOSA
       (VERSO XIII) POEMA DA LONGEVIDADE DO TATHAGATA

Desde que obtive a Iluminação,
Os kalpas pelos quais tenho passado,
São infinitos milhões de miríades  
De kotis de anos asan-khyeya.
Incessantemente prego a Lei e ensino
Incontáveis kotis de criaturas
A entrar no Caminho de Buda.
Tudo isto por kalpas incomensuráveis.
A fim de salvar todos os seres,
Por métodos táticos,
Revelo Nirvana.
Verdadeiramente ainda não estou extinto
Estou sempre aqui
Pregando a Lei.  
Estou aqui eternamente,
Usando poderes extraordinários  
De forma que todas as criaturas deludidas,
Embora eu esteja próximo  
Não possam me ver.
Quase todos me tendo como extinto,
Em toda a parte cultuando minhas relíquias,  
Ardentemente querendo me ver  
E criando corações sedentos de esperança.
Quando todas as criaturas,
Tendo acreditado e servido,
Justas de caráter e gentis de mente,  
Desejando ver Buda de todo o coração,
Ainda que isto custe suas próprias vidas,  
Eu e toda a minha Sangha aparecemos juntos  
No Divino Pico do Abutre
Então direi a todos  
Que minha existência é eterna neste mundo.
Pelo poder de métodos táticos,  
Revelo o extinto e o não-extinto.  
Se em outros lugares houver seres honrados,  
Aspirantes cheios de fé,  
Novamente entre eles estou  
Pregando a Lei Suprema.  
Você, sem conhecimento  
Me toma como extinto.
Observo todos os seres
Afundando no mar do sofrimento,
Por esta razão não me revelo  
Mas os faço aspirar.
Quando seus corações estiverem desejando ardentemente,  
Apareço para pregar a Lei.
Com poderes penetrantes, extraordinários,  
Através de kalpas asam-khyeya,  
Estou sempre no Divino Pico do Abutre  
E em qualquer outra morada.
Quando todos, no final dos kalpas,
Pensarem que tudo está em chamas,  
Saiba que tranquilo é o meu reino.  
Repleto de seres celestiais,
Parques e muitos palácios adornados,  
Com todas as espécies de jóias.
Árvores preciosas repletas de flores e frutos
Onde todas as criaturas  se  deleitam.
Todas as divindades tocando tambores celestiais  
Fazendo música através da eternidade,  
Chovendo flores mandarava em Buda
E em sua grande Assembléia.
Minha Terra Pura jamais será destruída.
Mesmo assim todos a enxergam
Como se consumida em chamas.
Aflições, terrores e desgraças
Apoderam-se das vidas das criaturas errôneas.
Devido ao seu karma negativo,
Através de kalpas asam-khyeya.
Não compreendem os Três Tesouros.
 Mas todos os que acumulam méritos,  
São gentis e de natureza correta,
Todos estes vêem que existo
E estou aqui esclarecendo a Lei.
Em tempos, prego para toda esta multidão
Que a vida de Buda é eterna.
Àqueles que vêem Buda em sua essência,
Prego que um Buda é raramente encontrado.
É tal o poder de minha sabedoria
Que minha sagacidade é de um brilho irradiante.
Minha vida é de incontáveis kalpas,
Resultado de méritos há muito cultivados.
Vocês, de mente perspicaz,  
Não tenham a menor dúvida.  
  Acabem com as dúvidas completamente,  
Visto que as palavras de Buda  
São verdadeiras, não falsas.
Como o médico de grande aptidão
A fim de curar seus filhos insensatos,
Embora ainda vivo anunciasse sua morte.
Eu, pai deste mundo,  
Também não serei culpado de falsidade,
  pai que cura toda miséria e aflição,
Para o bem das pessoas deludidas,
Embora verdadeiramente vivo,
Anuncio minha extinção
Receando que se sempre me vissem,
Deixariam tomar-se pela arrogância,
Seriam dissolutos e se prenderiam aos cinco desejos,  
Caindo nos caminhos do mal.
Eu, eternamente conhecendo todos os seres,
Aqueles que seguem e não seguem o Caminho,
De acordo com os princípios corretos de salvação,
Esclareço a Lei a todos,     
Sempre mantendo este pensamento:
“Como posso fazer com que todos os seres  
Penetrem o Caminho Supremo e rapidamente
Realizem Iluminação?”